Prémio Ibérico de Arquitectura Tradicional

A Fundação Serra Henriques implementou em Portugal o Prémio Ibérico de Arquitectura Tradicional com o Alto Patrocínio do Presidente da República Portuguesa e em 2019 foi entregue por Sua Alteza Real o Duque de Calábria na Real Academia de Belas Artes em Madrid.

O Prémio Rafael Manzano é entendido como uma oportunidade de valorização das singularidades culturais do nosso território e, em 2019, foi atribuído aos arquitectos Alberto Nunes e António Braga pelo seu forte compromisso em preservar as tradições arquitectónicas portuguesas e o uso de materiais naturais com técnicas de construção que moldam a identidade de cada lugar.

O Prémio Rafael Manzano é organizado pela INTBAU (Rede Internacional para a Arquitectura Tradicional), criada e patrocinada por Sua Alteza Real o Príncipe de Gales. Com o valor monetário de 50.000 euros, este prémio pretende distinguir a obra daqueles que mais contribuem para a reabilitação de edifícios e de conjuntos urbanos de valor histórico e artístico ou construção nova com a utilização de materiais e ofícios tradicionais. A atribuição do prémio deve-se a generosidade da Fundação Richard H. Driehaus e à colaboração da Casa da Arquitectura, Conselho Superior de Arquitectos de Espanha e Colégio do Património Arquitectónico da Ordem dos Arquitectos de Portugal.


Cerimónias do Prémio Rafael Manzano


A nova Arquitectura Tradicional

Em pleno séc. XXI, a nova arquitectura tradicional pode ser a resposta às necessidades dos nossos centros urbanos e do território nacional que enfrenta sérios desafios, especialmente na utilização sustentável de recursos em cada cada região.  É um tipo de arquitectura que aposta no uso de matérias primas, produtos e mão-de-obra locais, favorecendo a economia, a fixação de população jovem e a conservação do património cultural.