A Fundação Serra Henriques foi instituída em 1997 com a missão estatutária de realizar e promover acções de carácter cultural, científico e educativo nos domínios da qualidade de vida das pessoas e do ambiente.

As organizações sem fins lucrativos desempenham um papel cada vez mais relevante na sociedade, mobilizando acção privada para o bem público. A par das missões dos governos e das autoridades locais, a Fundação Serra Henriques procura ser uma instituição ágil na criação de sinergias em rede, estabelecer conexões úteis entre iniciativas de mérito e maximizar recursos, contribuindo desse modo para a eficácia das iniciativas e para o desenvolvimento global.


Mensagem da Presidente da Fundação Serra Henriques

por ocasião da Bienal Ibérica de Património Cultural 2018

A Bienal Ibérica do Património Cultural é um palco de excelência para celebrar o Prémio Rafael
Manzano para Arquitectura Tradicional, implementado em Portugal pela Fundação Serra Henriques, apoiado pela INTBAU, Fundação Richard H. Driehaus e a Ordem dos Arquitectos.
Sob os Altos Patrocínios do Presidente da República Portuguesa e do Príncipe de Gales, este prémio pretende distinguir os arquitectos que, através das suas obras, se dedicam à valorização do património e revitalização das singularidades culturais de cada região ou cidade da Península Ibérica.

Para uma exposição conjunta nesta Bienal convidámos o município de Almada, enquanto cidade-membro da Associação de Cidades Europeias para a Cultura, representada em Portugal pela Fundação Serra Henriques. Para este efeito, a edilidade deu foco à Estação Arqueológica do Almaraz - o maior e mais bem conservado povoado ibérico de ocupação fenícia.

Nesta ocasião destacamos a realização da escola internacional de Verão na vila da Beirã em Marvão, dedicada à arquitectura tradicional e com o apoio académico de três universidades portuguesas, entre outras da Europa e América. Trata--se de uma intervenção técnica num concelho que simboliza as nossas regiões fronteiriças mais carenciadas e dá mais um passo nesta missão
prioritária para o progresso no interior do país. Na sequência desta intervenção foi realizado um guia
de boas-prácticas para distribuição gratuita em conferências internacionais, municípios e universidades.

Aproveitamos este espaço para assinalar a realização da primeira conferência sobre a política
pública de arquitectura e paisagem (PNAP), organizada pela Ordem dos Arquitectos, Associação de
Arquitectos Paisagistas e Fundação Serra Henriques, em cooperação com a Direcção-Geral do Território e Direcção-Geral do Património Cultural. Após a aprovação da PNAP em Conselho de Ministros, a Fundação Serra Henriques aceitou o desafio da Comissão de Acompanhamento para integrar o conjunto de parceiros para a implementação desta ferramenta essencial para o desenvolvimento coeso de Portugal.

2018, Ano Europeu do Património Cultural, registou também o arranque dos trabalhos para a
formação da Rede Ibérica de Mestres e Ofícios da Construção Tradicional que é entendida como um forte contributo para as economias regionais. Neste desígnio importa aqui salientar o apoio institucional da Direcção-Geral do Património Cultural, Direcções Regionais de Cultura dos Açores e da Madeira, Instituto do Património Cultural de Espanha, Colégio do Património da Ordem dos Arquitectos, Hispania Nostra e Conselho Superior de Colégios de Arquitectos de Espanha.

É neste contexto e para esta Bienal que damos luz às acções que realizamos com os nossos parceiros, a quem desejamos a continuação do bom trabalho de colaboração a favor das nossas cidades e território.

Rita Pinto Coelho


A Fundação Serra Henriques tem sede no prédio nº 1 da Rua da Imprensa à Estrela, mandado construir pelo seu fundador. De frente encontra-se o palacete de São Bento mandado construir no ano de 1877 pelo comendador Joaquim Machado Cayres para sua residência familiar. Sua filha Gertrudes Cayres Serra Henriques e o marido Luís Serra Henriques não deixaram descendência, tendo este criado a Fundação com o seu nome. A propriedade de dois hectares, chamada "Quinta Grande de São Bento", também incluía, desde 1598, o então Convento de São Bento, hoje Assembleia da República Portuguesa. A partir de 1937 o palacete tornou-se a Residência Oficial do Primeiro-Ministro.