Implementação da Rede Ibérica de Mestres e Ofícios da Construção Tradicional

No espírito do Ano Europeu do Património Cultural, a Fundação Serra Henriques aceitou o desafio de participar na implementação da Rede Ibérica de Mestres e Ofícios da Construção Tradicional, em colaboração com a INTBAU - organização internacional para a preservação da arquitectura e urbanismo tradicionais (Fundação Principe de Gales)

No espírito do Ano Europeu do Património Cultural, a Fundação Serra Henriques aceitou o desafio de participar na implementação da Rede Ibérica de Mestres e Ofícios da Construção Tradicional em colaboração com a INTBAU - organização internacional para a preservação da arquitectura e urbanismo tradicionais.

A iniciativa portuguesa contará com o apoio da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), das Direcções Regionais da Cultura dos Açores e da Madeira e da Ordem dos Arquitectos. O pólo nacional terá sede na Oficina de Artes e Ofícios da Fundação Serra Henriques em Porto Brandão.

Partindo da experiência já realizada pelos parceiros espanhóis, com o apoio do Instituto do Património Cultural de Espanha (IPCE), pretende-se criar um directório ibérico rigoroso para pesquisa online das pessoas e entidades mais qualificadas nos diferentes ofícios de construção e restauro tradicionais; aqueles que serão reconhecidos em cada região como os melhores em cada disciplina.

Esta ferramenta global será pública e o objectivo é proporcionar visibilidade a estes mestres que muitas vezes não têm possibilidade de divulgar e de transmitir essas diferentes técnicas e materiais que moldam a identidade de cada lugar.

As artes tradicionais nos ofícios de construção são o resultado da nossa cultura e do nosso território, um sinal de identidade que faz da construção de cada região um conhecimento único e insubstituível sobre o meio ambiente e como habitá-lo com respeito e de forma lucrativa a longo prazo. Além de ser um património cultural único e ameaçado, são artes necessárias para a preservação da nossa herança material.

A perda destas tradições é também uma ameaça para o património cultural em muitos outros países europeus e, por isso, os objectivos e a metodologia desta iniciativa ibérica pretendem-se facilmente replicáveis.